16 de dezembro de 2013

O Poder do Café

Café! 


Essa substância algo mágica, mergulhada em mitos e lendas sobre os seus benifícios e malefícios...

É difícil resistir ao aroma do café logo pela manhã, mas diz o povo que o café não é para todos!

Certos apreciadores de café fogem do seu consumo regular, porque são hipertensos ou sofrem de ansiedade e queixam-se que o café agrava esses sintomas. E depois, há a cafeína que tira o sono a muita gente.

O que a maioria das pessoas não sabe é que esses efeitos negativos do café são mais intensos em consumidores esporádicos da bebida e não para os consumidores regulares. O especialista europeu em hipertensão, Gorjão Clara, diz que "beber café para aumentar a tensão arterial só resulta se o consumo de café não for habitual". Quando o consumo se torna regular, o organismo cria habituação ao café e este perde os seus 'efeitos negativos' que lhe dão tão má fama.

Mas o café está na moda. Talvez, mais nos nossos dias do que em qualquer outra época. Cada vez mais frequentemente se ouve ou se lê que o café ajuda a prevenir doenças degenerativas como Parkinson, ou Alzheimer. Até na luta contra a diabetes tipo 2 o café ajuda.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, o café não tem quaisquer efeitos adversos para quem toma medicamentos, como diz Gorjão Clara: "o café não anula o seu efeito". Os problemas atribuídos ao café deveriam ser atribuídos aos cigarros que se fumam enquanto se bebe um cafezinho, ou aos pacotinhos de açúcar que enchem as chícaras de café. “Eu aconselhava as pessoas a beber café, mas sem açúcar”, diz Gorjão Clara.

Apesar de tudo, há pessoas que se afastam do café e com boa razão. Há as pessoas que são intolerantes à cafeína e as pessoas que sofrem de doenças gástricas, para quem o consumo de café pode agravar os seus sintomas.

Também é bom não nos esquecermos que a cafeína é uma substância que cria habituação – em nada diferente da nicotina, do álcool e de outras substâncias que actuam nos receptores do cérebro.

Um estudo da Faculdade de Medicina de Lisboa conclui que beber café regularmente reduz o risco do cancro do fígado, devido à quantidade de oxidantes presentes no café e pela sua acção anti-inflamatória. O estudo aconselha uma ingestão de três a quatro chávenas de café por dia para prevenir vários problemas de fígado.

Por outro lado (ou paradoxalmente), outro estudo publicado na Mayo Clinic Proceedings, sugere que quem beba mais de quatro cafés diários arrisca-se a uma morte prematura. O estudo é muito grande – com quase 50,000 participantes. Por ironia, este estudo, pelo seu tamanho, não é muito detalhado. Os investigadores só perguntavam às pessoas quantos cafés tomavam por dia e, como é sabido, cada chávena de café não tem sempre a mesma quantidade de cafeína...

Quanto à morte prematura... bem, os investigadores não encontraram qualquer relação entre o café e a morte directa, somente na relação entre uma faixa etária mais jovem e outra mais idosa. O café afecta diferentes pessoas de diferentes maneiras, mas os investigadores ainda não sabem bem porquê.

Apesar de ainda haver muitos mitos em torno do café, a ciência aproxima-se de respostas a todas as nossas perguntas sobre as suas propriedades terapêuticas. Sabe-se que o café é rico em substâncias denominadas metilxantinas: (a teofilina, a teobromina e a cafeína) que previnem as doenças neurológicas e melhoram a função pulmonar – o que explica porque Marcel Proust 'abusava' desta bebida. Ele sofria de asma. Segundo um estudo norueguês publicado pelo Journal of Headache and Pain, ingerir quatro chávenas de café por dia pode reduzir o risco de dores de cabeça crónicas. Um consumo moderado de café ajuda a criar elasticidade nas artérias cardíacas, evitando problemas no coração. as mulheres que consomem duas chávenas de café têm menos 25% de probabilidades de sofrerem um AVC. Investigadores da Universidade de Aveiro descobriram que as borras de café têm compostos que combatem o colesterol e vários tipos de cancro (da próstata, da mama, etc.).

O neurocientista Steven Miller, investigador da Universidade Militar de Ciências da Saúde (EUA) diz que há uma hora errada para beber café e indica a hora ideal para o fazer. Miller refere que devemos esperar pela descida dos níveis de cortisol. “A produção de cortisol está relacionada com o nível de alerta. E o pico dá-se, em média, às 8h00 ou 9h00 (...) Um dos princípios-chave da farmacologia é que o consumo de drogas só deve ocorrer quando é necessário. Caso contrário, desenvolve-se uma resistência”.

Ou seja, se quiser desfrutar dos benefícios do café, sem sofrer dos efeitos negativos, beba com moderação nunca menos de uma hora antes de acordar. 


13 de dezembro de 2013

Trechos do Desassossego (5)

Os Deuses, se são justos em sua injustiça, nos conservem os sonhos ainda quando sejam impossíveis, e nos dêem bons sonhos, ainda que sejam baixos. (...) Mudem-me os deuses os sonhos, mas não o dom de sonhar.

É nobre ser tímido, ilustre não saber agir, grande não ter jeito para viver.

(...) talvez a escada onde a humanidade sobe aos tombos, apalpando-se e atropelando-se na falsidade regrada do declive aquém do saguão. A intriga, a maledicência, a prosápia falada do que se não ousou fazer, o contentamento de cada pobre bicho vestido com a consciência inconsciente da própria alma, a sexualidade sem lavagem, as piadas como cócegas de macaco, a horrorosa ignorância da inimportância do que são... Tudo isto me produz a impressão de um animal monstruoso e reles, feito no involuntário dos sonhos, das côdeas húmidas dos desejos, dos restos trincados das sensações.

Toda a vida da alma humana é um movimento na penumbra. Vivemos, num lusco-fusco da consciência, nunca certos com o que somos ou com o que nos supomos ser. Nos melhores de nós vive a vaidade de qualquer coisa, e há um erro cujo ângulo não sabemos. Somos qualquer coisa que se passa no intervalo de um espectáculo; por vezes, por certas portas, entrevemos o que talvez não seja senão cenário. Todo o mundo é confuso, como vozes na noite.

Choro sobre as minhas páginas imperfeitas, mas os vindouros, se as lerem, sentirão mais com o meu choro do que sentiriam com a perfeição, se eu a conseguisse, que me privaria de chorar e portanto até de escrever. O perfeito não se manifesta.


Bernardo Soares – Livro do Desassossego



12 de dezembro de 2013

O Homem do Momento

O Papa Francisco foi eleito pela revista Time como "Homem do Ano". Em certa parte, concordo com esta escolha. Mas Jorge Mario Bergoglio é muito mais do que "Homem do Ano" num mesquinho concurso de popularidade de uma revista – ainda que conceituada. 

Mais do que "Homem do Ano", quere-se que Francisco seja o homem por quem todos os fiéis tanto esperaram – a luz da esperança e da integridade ao fundo do túnel de corrupção e ganância em que o nosso mundo está mergulhado.

Jorge Mario Bergoglio é o homem do momento, de todos os momentos que tem protagonizado desde que foi eleito Papa: desde o seu 'Motu Proprio' para criar leis mais rígidas para punir os sacerdotes pedófilos e para acabar com os crimes financeiros em instituições religiosas (colocando a sua vida em perigo, pois pode estar na mira do crime organizado que se infiltrou no Vaticano); do Encontro Internacional Homens pela Paz, com o tema “A coragem da esperança” em finais de Setembro; das suas saídas nocturnas pelas ruas de Roma para conversar e ajudar as pessoas, como nos contou arcebispo polaco Konrad Krajewski; das suas inflamadas acusações à economia mundial, somente interessada em idolatrar papel e a escravizar milhões de seres humanos à sua vontade; da campanha que lançou para combater "o escândalo" da fome que se assola sobre o mundo...

Digam os seus detractores o que disserem, a verdade é que não foi sempre assim. Nem João Paulo II, nem Bento XVI tiveram sequer a coragem de olharem o dragão nos olhos, quanto mais pensarem em destruí-lo

O Papa Francisco teve coragem e arregaçou as mangas, como se diz em bom português. Essa vontade e essa coragem não fazem dele o "Homem do Ano", mas sim um homem para todos os momentos. Esperemos que Deus lhe conceda muitos outros momentos para ele guiar o seu rebanho.


10 de dezembro de 2013

Cacau Amigo

cacau

Eis a notícia por que todos queríamos ouvir: – todos os gulosos, pelo menos – duas chávenas de cacau quente por dia ajudam o nosso cérebro a reter informação e melhoram a nossa memória.

O responsável por esta maravilhosa descoberta é um investigador de Universidade de Harvard, Farzaneh A. Sorond e a descoberta aconteceu como um 'acidente feliz' como se costuma chamar a descobertas (quase fortuitas): o investigador "procurava definir uma relação entre o fluxo sanguíneo e a capacidade para memorizar."

Farzaneh A. Sorond conduziu um estudo que foi publicado no Neurology. O estudo durou trinta dias e contou com a participação de 60 voluntários com cerca de 70 anos e sem sinais de demência. 

Durante o período do estudo, nenhum dos participantes teve qualquer acesso a chocolates para além das duas chávenas de cacau quente que ingeriram. 

Farzaneh A. Sorond diz numa entrevista: "à medida que as diferentes áreas do cérebro precisam de mais energia para completar as suas tarefas, elas também precisam de um maior fluxo de sangue". A esta relação entre fluxo sanguíneo cerebral e memória dá-se o nome de acoplamento neurovascular, que "pode desempenhar um papel importante na prevenção de doenças como a de Alzheimer".


O estudo mostra que 18 dos participantes apresentavam fluxos sanguíneos variáveis no cérebro no início e melhoraram no final. 


Contrariamente ao que poderíamos pensar, os participantes que tinham um fluxo sanguíneo normal não apresentaram quaisquer melhorias.


"Há uma forte correlação entre o acoplamento neurovascular e as funções cognitivas. Podem ambos ser melhorados através do consumo regular de cacau", conclui o responsável.

Não há nada que um amante de chocolate mais queira ouvir na vida do que isto... mas o estudo não é conclusivo, pois os cientistas não sabem qual a substância activa exacta presente no cacau que é benéfica. Serão os antioxidantes? A cafeína? Por enquanto, essa pergunta continua sem uma resposta concreta. E, no caso concreto do cacau, o problema é a gordura e o açúcar. Mesmo que o cacau seja benéfico, tem sempre certos riscos associados ao seu consumo.

Ainda não é hora de nos atirarmos a garrafas de litro e meio de cacau quente, embora ele continue a provoca-nos o mesmo regalo de antes (pelo menos, para mim).

Vai uma chaveninha para nos esquecermos do frio polar?

7 de dezembro de 2013

Drones na Amazon

Amazon drone



Segundo li no site do Jornal de Notícias, a Amazon vai revolucionar o seu sistema de entregas ao domicílio. Em entrevista ao programa de televisão "60 Minutos", Jeff Bezos anunciou que a Amazon passará a usar drones (aviões não tripulados) para entrega das encomendas de forma muito mais rápida e cómoda para o consumidor. 


O chefe da Amazon disse na entrevista: "São realmente drones, mas não há razão para que não possam ser usado como veículos de distribuição (...) Parece ficção científica, eu sei, mas não é. [Do ponto de vista ambiental, os drones são melhores do que] uma data de camiões a andarem para a frente e para trás".


Consigo imaginar um drone com uma encomenda 'agarrada', pousar à porta de minha casa com uma encomenda. Ai, modernices...


Dentro de cinco anos, esta visão poderá ser uma realidade. Nos Estados Unidos, claro. Isto, se as leis o permitirem.


Com a reputação que os drones têm por lá e no resto do mundo, duvido que um projecto destes "vá p´rá frente" tão cedo. 


O que é uma pena...


Um drone só devia servir para estas coisas e nada mais.


A tecnologia existe e está pronta a ser usada. Resta-nos ter fé na evolução da Humanidade.

27 de novembro de 2013

"Lisboa em Pessoa"



Este é o nome da exposição dedicada a celebrar os 125 anos do nascimento do nosso poeta maior da Língua Portuguesa. É uma exposição organizada pela Casa Fernando Pessoa sobre a cidade onde Pessoa viveu desde que regressou da África do Sul. A exposição abriu hoje e realiza-se até 30 de Novembro.

Deixo-vos aqui o site da exposição.




Lucy doesn’t change, Charlie Brown!




Numa bela manhã de Inverno, Lucy está a fazer a sua primeira bola de neve do ano. Ela parece realmente feliz por ter uma bola de neve perfeita e fica radiante com a possibilidade de conseguir realizar um ritual anual de a arremessar contra Charlie Brown. O garoto parece confiante de que ela não vai fazer nada contra ele, mas ele devia conhecer a Lucy melhor, não? Afinal, Lucy maltrata Charlie Brown durante todo o ano... Da mesma forma, ele está sempre zangado com ela, como resultado. Mas é muito típico do Charlie Brown admitir a possibilidade de que Lucy possa se transformar nuuma boa menina. Certamente não é razoável, mas acreditamos que Charlie Brown tem esse tipo de esperança. "As pessoas não mudam", já alguém dizia. E isso é certamente verdade, tanto para a Lucy como para o Charlie Brown.

23 de novembro de 2013

Small Demons risks closure

aqui falei do site Small Demons. Para mim, foi um pequeno achado, e é com alguma preocupação que relato uma notícia que li no LA Times: o dito site tem até dia 25 de Novembro para arranjar um comprador ou será encerrado. Após um acordo falhado com compradores internacionais, esta pequena jóia está em risco de extinção. 

Esperemos que o site se salve de uma morte prematura!

Há que visitá-lo... enquanto podemos!

21 de novembro de 2013

O Milagre do Nascimento

Para quem nunca viu um livro "nascer", aqui vos deixo um vídeo muito interessante sobre o trabalho extraordinário dos trabalhadores de uma oficina gráfica tradicional. O vídeo é um espectáculo para os olhos porque, com as maravilhas da tecnologia, estas oficinas estão infelizmente a tornar-se 'obsoletas' e a desaparecer.




Para quem olha para esta arte com uma alma saudosa, aqui fica outra série de vídeos sobre como os livros foram fabricados em tempos idos pela Oxford University Press.


Viva o livro!

13 de novembro de 2013

Receita para o Sucesso


"Para vencer – material ou imaterialmente – três coisas definíveis são precisas: saber trabalhar, aproveitar oportunidades e criar relações. O resto pertence ao elemento indefinível, mas real, a que, à falta de melhor nome, se chama sorte."

–– Fernando Pessoa



9 de novembro de 2013

Proust por ele mesmo

Biblioteca Nacional de França


Para os amantes da prosa magistral de Marcel Proust – os que sabem falar francês e os que consigam decifrar a caligrafia do autor, podem agora consultar os  manuscritos de Em Busca do Tempo Perdido escritos e anotados pelo autor no sítio da Biblioteca Nacional de França

6 de novembro de 2013

The Beauty of Fictional Characters

"These were the events taking place in the book I was reading. It is true that the people concerned in them were not what Françoise would have called “real people.” But none of the feelings which the joys or misfortunes of a real person arouse in us can be awakened except through a mental picture of those joys or misfortunes; and the ingenuity of the first novelist lay in his understanding that, as the image was the one essential element in the complicated structure of our emotions, so that simplification of it which consisted in the suppression, pure and simple, of real people would be a decided improvement. A real person, profoundly as we may sympathise with him, is in a great measure perceptible only through our senses, that is to say, remains opaque, presents a dead weight which our sensibilities have not the strength to lift. If some misfortune comes to him, it is only in one small section of the complete idea we have of him that we are capable of feeling any emotion; indeed it is only in one small section of the complete idea he has of himself that he is capable of feeling any emotion either. The novelist’s happy discovery was to think of substituting for those opaque sections, impenetrable to the human soul, their equivalent in immaterial sections, things, that is, which one’s soul can assimilate. After which it matters not that the actions, the feelings of this new order of creatures appear to us in the guise of truth, since we have made them our own, since it is in ourselves that they are happening, that they are holding in thrall, as we feverishly turn over the pages of the book, our quickened breath and staring eyes. And once the novelist has brought us to this state, in which, as in all purely mental states, every emotion is multiplied ten-fold, into which his book comes to disturb us as might a dream, but a dream more lucid and more abiding than those which come to us in sleep, why then, for the space of an hour he sets free within us all the joys and sorrows in the world, a few of which only we should have to spend years of our actual life in getting to know, and the most intense of which would never be revealed to us because the slow course of their development prevents us from perceiving them. It is the same in life; the heart changes, and it is our worst sorrow; but we know it only through reading, through our imagination: in reality its alteration, like that of certain natural phenomena, is so gradual that, even if we are able to distinguish, successively, each of its different states, we are still spared the actual sensation of change."

–– Marcel Proust, Swann's Way

3 de novembro de 2013

Czechoslovakians

One of the most important moments in early Roswell history was the 'human' attempt to adjust to a radical shift in status quo. You have to admit: it has to be excruciatingly difficult to adapt to something so different, in such a short time frame. Liz's life changed from one second to the next, when she got shot, and then changed again when she learned about Max's true identity. 

Ironically, it was Maria who showed the most outward signs of being totally freaked out! Well, Liz had a little more time to adjust, and more importantly, she is more reserved about her feelings than Maria.









Maria has such a need to figure all of these things out with her best friend that she finds a code name for the aliens – Czechoslovakians, which leads us to one of the saddest scenes in this episode. The fact that Alex is in the dark about this enormous turn of events, and his best friends have

to keep quiet about it.







Is omission the same as lying? I don't think it is, but it's a debatable idea. One thing is for sure: it must've hurt Alex a lot to be left out of a secret of this magnitude, or of any other kind of magnitude, maybe. Secrets among best friends are never a good thing.




Finally, there's the question of what was Michael doing at the Crashdown so early that morning? My guess, he was just looking for Max so they could go to the Sheriff's office together, but Maria's scared and slightly paranoid state didn't seem to be rubbing of on Liz just yet... Or maybe, just not as hard!


Disclaimer: Written for love, not for profit. The characters do not legally belong to me. They belong to: Melinda Metz and Laura Burns who created them, Jason Katims who developed them, 20th Century Fox Television and Regency Television who produced them and the WB and UPN who broadcasted them.
Images taken from Google search.


     In the back of the Crashdown Café, Maria and Liz were getting ready to start their shift. “I mean, what do we even know about these people? Nothing. How do we know that they’re not 3 feet tall, green, and slimy?” Maria asked. “I guess we don’t,” Liz replied. “And you know what else doesn’t, like, particularly please me? These powers. How do we know they can’t just like wiggle their noses and poof us into oblivion?” “I guess we don’t,” Liz repeated. She knew her best friend was still freaked out by the revelation that Max, Michael and Isabel were not of this Earth, but she also knew that Maria had her own process for dealing with these things, and that no amount of reasoning would reassure her. “OK, you’re being like so casual about this, I want to choke you! Liz, we’re dealing with alie--” Liz clapped her hand over Maria’s mouth as one of their fellow employees walked in. “Can you please not say that word in public?” Liz whispered. Maria took a deep breath, certain that she would explode if she didn’t figure this out in her head. So, she kept on talking – in code. They moved into the restaurant. “The point is that we don’t know anything about these – ‘Czechoslovakians’. Are they good Czechoslovakians? Bad Czechoslovakians? We don’t know. They’re just random Czechoslovakians. For all we know, they don’t have their ‘passports’.” “Who’s Czechoslovakian?” Alex asked, popping up from the front booth. The girls greeted him in an awkward manner, both wondering what to tell him. Alex asked again. “So, who’s Czechoslovakian?” “The new kid at school-” “The guy at the hardware store-” Liz and Maria said, simultaneously, leaving Alex even more confused. “The new kid at school who works at the hardware store,” Liz clarified, with a nervous chuckle. “Exactly.” Maria added, in the same tone. “Oh. What about him?” “Nothing!” Both girls said, further confusing their best friend. “Fantastic!” Alex replied. He wasn’t stupid. Clearly, the girls didn’t think he should know what they had been talking about... which was odd... and a bit hurtful!... 
     Liz and Maria kept walking, but Maria stopped so suddenly, making Liz bump into her. “Czechoslovakian, 9 o'clock.” Maria said, freaking out. Michael Guerin was peering through the doors of the Crashdown Café, looking for Max. Was he watching them now, making sure they kept their traps shut about the alien business? Maria wondered. “OK, that guy creeps me out.” she whispered, going back into the employees area in the back of the diner. Liz remained where she was, wondering about Michael’s motives for showing up there alone. Surely, Maria was overreacting about his intentions; still, she couldn’t help but  worry about the look on his face. 


WE WANTTO BELIEVE!

30 de outubro de 2013

All We Must Not Be

"The world is so competitive, aggressive, consumive, selfish and during the time we spend here we must be all but that."

–– José Mourinho 

27 de outubro de 2013

Imposto sobre os pés

"Sinto-me muito triste quando penso na nossa economia."

"Desde que entreguei a declaração de rendimentos nem consigo dormir."

Sim, há muita gente a pensar assim, e não só em Portugal. Vários países da União Europeia estão falidos ou em processo de falência. A ditadura da austeridade não poupa ninguém, mas as citações acima não são de europeus zangados.

São de personagens de um episódio de Alice no País das Maravilhas, uma grande série de animação dos anos 80. 

No País das Maravilhas não há dinheiro para pagar as bolas de Croquete e a Rainha de Copas resolve lançar um imposto sobre os pés. Nenhum dos seus súbditos está disposto a pagar (quem é apanhado sem ter pago é preso) o dito imposto e o Gato que Ri resolve o problema dos habitantes do País das Maravilhas, começando a andar sobre as mãos.


Esta é uma belíssima metáfora do absurdo a que chegaram os impostos no nosso país...

Precisamos urgentemente de uma solução tão criativa como a que o Gato que Ri encontrou para os habitantes do País das Maravilhas.

24 de outubro de 2013

Ai, como sinto saudades...

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...

–– Clarice Lispector

21 de outubro de 2013

Secrets to a Balanced Life

"Most people are gentle at the wrong time and they're firm at the wrong time. And in the wrong way. You gotta know where to be, when to be, why to be, what to do when you get there, and want to know when to quit doing what you're doing."

–– Pat Parelli

18 de outubro de 2013

Assalto Amigável


As suas conferências no Nevada estavam destinadas a ser um enorme sucesso. As pessoas viam-no como propriedade sua e, em Carson e Virgínia, os espectáculos estavam sempre esgotados. Especialmente em Virgínia, os seus amigos insistiram e pediram-lhe para repetir o espectáculo, mas ele negou-se terminantemente.

“Eu ainda só tenho uma conferência,” disse ele. “Não posso dá-la duas vezes na mesma cidade.”

Mas Steve Gillis, aquele diabinho irresponsável, que tinha ido a Virgínia novamente, concebeu um plano que tornaria necessário que ele desse outra conferência, e até lhe deu um tema. O plano de Steve era muito simples: aliviar o conferencista dos seus fundos por meio de um assalto de estrada amigável e dar-lhe o tópico da sua conferência seguinte.

Em Roughing It, Mark Twain relata uma versão correcta deste assalto fingido, embora lhe faltem alguns detalhes. Apenas uns anos antes (estávamos em Abril de 1907), na sua cabana em Jackass Hill, na companhia de Joseph Goodman e do seu biógrafo, Steve Gillis fez a sua confissão no seu “leito de morte” como aqui se lê:

“A conferência de Mark Twain teve lugar no teatro lírico Piper, em 30 de Outubro de 1866. Os habitantes de Virginia City já tinham ouvido muitas conferências antes, mas esses tinham sido meros espectáculos menores, comparados com as de Mark. ele poderia ter casas de espectáculos lotadas durante uma semana. Implorámos-lhes que desse outra oportunidade àquelas pessoas, mas ele recusou-se a repetir e sua conferência. Ele dirigia-se para Carson e voltaria para dar uma conferência em Gold Hill, cerca de uma semana depois; eu e o seu agente, Denis McCarthy, formulámos um plano para que ele fosse assaltado na fronteira entre Gold Hill e Virgínia, após a conferência de Gold Hill, quando ele e Denis trouxessem o dinheiro.” A fronteira era um bom local solitário e era famoso pelos seus assaltos. Tínhamos connosco o marechal da cidade, George Birdsall, e conseguimos que Leslie Blackburn, Pat Holland, Jimmy Eddington, e mais um ou dois velhos amigos do Sam se juntassem a nós. Todos nós o adorávamos e sempre o apoiaríamos. Este era o tipo de amigos que Mark tinha no Nevada. Se ele tinha inimigos, nunca ouvi falar deles.”

“Não dissemos nada ao Dan de Quille, ou ao Joe, porque o Sam era convidado do Joe, e nós temíamos que ele lhe dissesse alguma coisa. Não dissemos nada ao Dan porque queríamos que ele relatasse um assalto genuíno e fizesse uma grande sensação. Algo que iria lotar um teatro lírico por dois dólares por bilhete para ouvir o Mark contar essa história.”

“Tudo correu muito bem. Quando o Mark estava a terminar a sua conferência em Gold Hill, os ladrões foram esperar para a fronteira, mas o público de Mark fez-lhe uma recepção após a sua conferência e nós quase morremos congelados à espera que ele chegasse. Por fim, eu voltei para ver o que se passava. Sam e Denis vinham a chegar, carregando um saco meio cheio de prata. Eu segui-os sem ser visto e soprei um apito de um polícia, para assinalar aos rapazes quando os conferencistas estivessem a aproximar-se do local combinado. Ouvi o Sam dizer ao Denis:”

‘Estou feliz por haver um polícia na fronteira. No meu tempo, não havia um.’
“Por essa altura, os rapazes (todos com máscaras pretas e dólares de prata na língua para lhes disfarçar as vozes) apareceram, dispararam seis tiros para o ar e disseram ao Sam e ao Denis para colocarem as mãos no ar. Os ladrões chamavam-se uns aos outros por ‘Beauregard’ e ‘Stonewall Jackson’. Obviamente, Denis e Mark puseram as mãos no ar, embora o Mark não estivesse nem um pouco ansioso ou assustado. Ele falou com os assaltantes no seu tom de sempre. Disse-lhes:”

‘Não façam movimentos bruscos com essas pistolas. Elas podem disparar acidentalmente.’

“Disseram-lhe para entregar o relógio e o dinheiro, mas quando ele baixou as mãos, ordenaram-lhe que as colocasse novamente no ar. Ele perguntou-lhes como é que eles queriam que ele lhes desse os seus valores se ele tinha as mãos no ar. Ele disse que seus tesouros não estavam no céu. Pediu-lhes para não lhe levarem o relógio, que lhe fora oferecido por Sandy Baldwin e Theodore Winters aquando o seu posto de Governador da Terceira Câmara, mas nós levámo-lo na mesma.”

“Sempre que ele começava a baixar as mãos, nós obrigávamo-lo a levantá-las novamente. Até que ele disse:”

‘Não sejam tão violentos. Eu fui educado com carinho.’

“Depois, dissemos-lhe e ao Denis para manterem as suas mãos no ar durante quinze minutos depois de nos irmos embora – para nos dar tempo de voltar para Virginia e estabelecermo-nos quando eles regressassem. Quando nos afastámos, Mark chamou-nos:”

‘Ouçam lá, esqueceram-se de uma coisa.’

‘Do quê?’

‘Do saco, ora essa.’

“Ele esteve sempre calmo. Na sua auto-biografia, o senador Bill Stewart conta uma grande história do quão assustado Mark estava e de como fugiu, mas Stewart estava a três mil milhas de Virginia nessa altura e, mais tarde, ficou chateado com Mark porque este fez uma piada sobre ele em Roughing It”.

“Denis quis baixar logo as mãos, após eles se terem ido embora, mas Mark disse:”

“‘Não, Denis, eu estou habituado a obedecer a ordens quando são dadas de uma forma tão convincente; manteremos as mãos no ar por mais quinze minutos por precaução.’”

“Quando o Mark e o Denis chegaram, nós estávamos à sua espera num grande Saloon, situado na C Street. Sabíamos que eles viriam, e contávamos com um Mark  agitado, mas ele estava tão imperturbável como um lago no meio de uma montanha. Disse-nos que tinha sido vítima de um assalto e perguntou-me se eu tinha algum dinheiro. Dei-lhe cem dólares do seu próprio dinheiro e ele ofereceu bebidas a todos. De seguida, mudámo-nos para o escritório do Enterprise, onde ele ofereceu uma recompensa e Dan de Quille escreveu a notícia e a telegrafou para outros jornais. Foi então que alguém sugeriu que Mark teria que dar outra palestra, e que o assalto daria um excelente tema. Ele concordou de imediato, e no dia seguinte, contratámos o Teatro Lírico Piper, e as pessoas estavam dispostas a pagar cinco dólares cada para os bancos da primeira fila. Seria o maior acontecimento de sempre da Virgínia, se tivesse de facto ocorrido. Mas, depois, cometemos o erro de contar a nossa brincadeira ao Sandy Baldwin. Também contámos ao Joe – demos-lhe o relógio e o dinheiro para ele guardar, o que tornou tudo mais difícil para ele depois – mas foi o Sandy Baldwin que nos levou à desgraça. Mark havia jantado com ele na noite anterior ao espectáculo, e depois de estar bem ‘quente’ do champanhe, ele achou que seria boa ideia contar ao Mark o que se estava realmente a passar.”

“O Mark não partilhou da nossa opinião. Ele ficou furioso.”

Nessa altura, o Joseph Goodman disse:

“‘Aqueles velhacos colocaram o dinheiro, o relógio, as chaves, os lápis e todos os pertences do Sam nas minhas mãos. Senti-me particularmente mal por ter sido feito cúmplice do crime, especialmente porque o Sam era meu convidado, e eu tinha sérias dúvidas acerca da sua reacção quando ele descobrisse que o assalto não era genuíno.’”

“Senti-me terrivelmente culpado quando ele disse:”

“Joe, aqueles ca— dos ladrões levaram-me as chaves e eu não consigo abrir a minha arca. Achas que podias arranjar-me uma chave que caiba na minha arca?”

“Respondi-lhe que poderia fazê-lo durante o dia e, depois do Sam se retirar, eu peguei na sua chave e queimei-a, para que ficasse negra. Depois, peguei numa lima e limei a chave, para fazer com que parecesse que eu tinha experimentado a chave na fechadura, com uma culpa constante, como um homem que tenta esconder um homicídio. O Sam não pediu a chave nesse dia e, nessa noite, ele foi convidado pelo juiz Baldwin para jantar. Pensei que ele estava muito silencioso e muito solene quando regressou, mas disse apenas:”

“Vamos jogar às cartas, Joe; não tenho sono.”

“O Steve e dois ou três outros rapazes (que tinham participado no assalto) estavam presentes, e não gostaram dos modos do Sam; portanto, desculparam-se e deixaram-no a sós comigo. Jogámos durante um bom tempo; depois, ele disse:”

“‘Joe, estas cartas estão gordurosas. Tenho um baralho novo na minha arca. Arranjaste-me a chave que te pedi?’”

“Saquei da chave queimada e riscada, cheio de medo e a tremer, mas ele não pareceu notar e regressámos ao jogo de cartas. Jogámos continuamente até à uma ou duas horas – o Sam sempre calado e eu a perguntar-me o que iria acontecer. Com o passar do tempo, ele pousou as cartas, fitou-me e disse:”

“‘Joe, o Sandy Baldwin contou-me acerca do assalto esta noite. Sabes, Joe, descobri que a lei não reconhece uma chalaça e vou enviar aqueles tipos para a penitenciária.’
“Ele proferiu aquelas palavras com uma seriedade de tal modo solene, e com tal desejo de vingança, que eu acreditei que ele falava muito a sério.”

“Eu sei que trabalhei arduamente durante duas horas, tentando convencê-lo a desistir da sua decisão. Usei todos os argumentos sobre os rapazes serem os seus amigos mais antigos; como todos eles o adoravam e de como a partida fora só para o seu próprio bem; implorei-lhe que reconsiderasse; devolvi-lhe o dinheiro e o relógio e coloquei-os em cima da mesa mas, durante algum tempo, tudo parecia perdido. Eu imaginava os rapazes atrás das grades e a sensação que isso faria na Califórnia. Quando eu estava prestes a desistir, ele disse:

“‘Bem, Joe, por esta, deixo passar; eu perdoo-os novamente; já os perdoei tantas vezes, mas se eu pudesse salvar o Denis McCarthy e o Steve Gillis da forca amanhã, não o faria!’

“Na manhã seguinte, ele cancelou a conferência e regressou à Califórnia um dia depois, pelo caminho do lago Donner. Os rapazes vieram despedir-se dele timidamente, mas ele não cedeu.” Quando eles se apresentaram como Beauregard, Stonewall Jackson, etc, ele disse apenas:

“‘Sim, e um dia, estarão todos atrás das grades. Tem havido muitos assaltos por aqui ultimamente e é muito claro quem são os culpados.’ Eles entregaram-lhe um embrulho com as máscaras que os assaltantes tinham usado. Ele aceitou-o num silêncio sombrio; quando a carruagem se afastou, ele pôs a cabeça fora da janela e, depois de muitas advertências, esboçou o seu velho sorriso e gritou-lhes: ‘Adeus, amigos, adeus, ladrões; não vos quero mal algum.’ Depois de tudo, a maior partida foi para com os seus algozes.”



* Traduzido de: Mark Twain: A Biography The Personal and Literary Life of Samuel Langhorne Clemens da autoria de Albert Bigelow Paine

15 de outubro de 2013

3º Congresso Internacional Fernando Pessoa

Inscrições para o III Congresso Internacional 

Fernando Pessoa



Este congresso anual realizar-se-á no Teatro Aberto em Lisboa
O preço da inscrição é : 50 € / Estudantes e Professores : 25€ 
A ficha de inscrição está aqui em tamanho real. As inscrições são feitas na bilheteira da Casa Fernando Pessoa.

Coloco aqui o programa do congresso para quem quiser e puder participar neste congresso e quiser saber o que lá se vai passar. 



 1º dia: 28 de Novembro

Manhã

9.30h – Recepção aos Congressistas

10.00h - Sessão de abertura

10.30h – Conferência de abertura:
Livro do Desassossego: o romance possível (var.: impossível)
Richard Zenith

11.15h – Pausa para café

11.30h - 12.30h – Painel: Tudo na vida é intervalo e passagem
                                   Moderadora: Inês Fonseca Santos
                                   José Gil: O tédio e o cansaço de existir
                                   Maria Manuela Parreira: Cartas não mandadas (ou cartas para não mandar)
                                   Patrick Quillier

12.30h - Debate

12.45h - Intervalo para almoço


Tarde:

14.30h-15.30h – Painel: O perfeito não se manifesta
                                   Moderador: José Carlos Vasconcelos
                                   J. Paulo Cavalcanti: O perfeito não se manifesta
                                   Tony Frazer (a confirmar)
                        Maria Bochiccio: “Contra factos é que há argumentos”: algumas  questões    
                                                         de crítica textual em Álvaro de Campos.
15.30h - Debate

15.45h – 16.45h – Painel: Pois que importa inventar o que não presta?
                                   Moderadora: Patrícia Reis
                                   Bernard McGuirk:  Engenharia / bricolage.
                                                                           Naveg (N) ações ... Ils ont changé ma chanson
                                   Orietta Abbati: A poesia de Ricardo Reis entre pedagogismo e desistência.
                                   
Antonio Cardiello: O homem deve poder ver a sua própria cara
16.45h – Debate

17.00h- Pausa para café

17.15h – 18.15h – Painel: Agir, eis a inteligência verdadeira
                                   Moderadora: Patrícia Reis
                                   Bartholomew Ryan: “Who’s there?”:
                                                                       A Repetição de Pessoa e a Crise do Sujeito
                                   Maria de Lurdes Sampaio: Ler com ou ler contra – e tudo muda de figura           
                                   Fabrizio Boscaglia: Fernando Pessoa e a cultura Árabe-Islâmica: de
                              Al-Cossar a Omar Khayyam”

18.15h – Debate

21.00h – Concerto de Marianno Deidda


2º dia: 29 de Novembro
Manhã

10.00h – 11.00h – Painel: Narrei-me à sombra e não me achei sentido
                                   Moderadora: Maria Manuel Viana
                                   Eduardo Lourenço
                                   Teresa Rita Lopes: O Desassossego Pessoana
                                   Fernando Cabral Martins: O sujeito interseccionista

11.00h - Debate

11.15h – Pausa para café

11.30h – 12.30h - Painel: A arte é o aperfeiçoamento do mundo exterior
                                   Moderador: Rui Lagartinho
                                   Jerónimo Pizarro: Todo Pessoa no Desassossego                                                    
                                   Mariana de Castro: Sobre rios, romantismos e revisitações:
                                                                    Lisbon Revisited (1926)
                                   Piero Ceccucci: Eu, “o privilegiado da janela”.
                                                                        A poética do olhar da janela em Fernando Pessoa.
12.30h - Debate                    

12.45h – Intervalo para almoço

Tarde:

14.30h – 15.30h – Painel: Sentir é criar
                                   Moderadora: Leonor Xavier
                                   José Blanco
                                   Lélia Parreira Duarte: Pintando a negatividade de Fernando Pessoa
                                   Roberto Vecchi: Morfologia da sensação: Pessoa e os espaços brancos do aforismo

15.30h - Debate
15.45h – 16.45h – Painel: A literatura é a maneira mais agradável de esquecer a vida
                                   Moderadora: Filipa Leal
                                   Joana Matos Frias: Transfoma-se o espectador no próprio espectáculo:
                                                                   Bernardo Soares e o seu “espectáculo sem enredo”
                                   Kenneth David Jackson: In•sci•ente (arcaico): A arte e a ciência do não-saber
                                   Patricio Ferrari: Pseudónimos, Heterónimos e outras figuras literárias

16.45h – Debate

17.00h- Pausa para café

17.15h – 18.15h – Painel: Saúdo todos os que me lerem
                                   Moderador: Rui Lagartinho
                                   Anna Klobucka: Fernando Pessoa activista queer: Uma releitura do ‘Antinous’
                                   Paulo Borges: Mistério trans-ontológico e transfiguração do mundo em
                                                           Álvaro de Campos
                                   Susan Brown: O Deus que dorme
18.15h – Debate

21.00h – Concerto: Universus Ensemble

3º dia: 30 de Novembro
Manhã

10.00h – 10.40h – Painel: A liberdade é a possibilidade do isolamento
                                   Moderador: Rodrigo Guedes de Carvalho
                                   Fernando J. B. Martinho (a confirmar)
                                   José Barreto: O nacionalismo liberal de Fernando Pessoa
                                   Zbigniew Kotowicz: Alberto Caeiro – meditações pré-socráticas

10.40h – Debate

11.00h – Pausa para café
11.15h – 12.15h - Painel: De tanto ser, só tenho alma
                                   Moderadora: Maria Manuel Viana
                                   Rinaldo Gama : Alberto Caeiro e a poética da negação
                                   Brunello de Cusatis: O Desassossego religioso de Fernando Pessoa
                                   Celeste Malpique: A alma solitária de Fernando no “Livro do Desassossego"

12.15h - Debate                    

12.30h – Intervalo para almoço


Tarde:

14.30h – 15.30h – Painel: E hoje é já outro dia
                                   Moderadora: Filipa Leal
                                   António Feijó: O homem que era nada
                                   Luiz Ruffato: Fernando Pessoa, o outro
                                   Golgona Anghel: Dois andamentos para uma métrica da hesitação

15.30h - Debate

15.45h – 16.45h – Painel: Só a arte é útil
                                   Moderadora: Inês Fonseca Santos
                                   Aldous Eveleigh: Desfile de Identidade
                                   Marianno Deidda: A arte de musica a poesia
                                   Ana Luísa Amaral: Qualquer coisa de intermédio
16.45h – Debate

17.00h- Pausa para café

19.00h – Leitura d' ULTIMATUM de Álvaro de Campos por Diogo Dória

19.40h – Encerramento