24 de agosto de 2014

O Tirano

Enquanto a espécie humana for incapaz de ultrapassar os seus defeitos e não deixar de dar um valor exorbitante a uma reles tira de papel numerada, a tirania do dinheiro continuará a imperar… até nos destruir de vez.

19 de agosto de 2014

O Melhor Manager

Muitas vezes se ouve que os portugueses têm uma auto-estima abaixo de zero e que é necessário que um estrangeiro nos faça elogios para que nós ganhemos um raiozinho de amor-próprio. 

Não sei se esta teoria popular é verdadeira ou não, mas é sabido que os portugueses que trabalham lá fora são exemplares do melhor que os Lusos têm para oferecer.

Um desses grandes exemplos é José Mourinho. Enquanto homem dispensa apresentações e enquanto treinador também. É um filho desta nossa "ocidental praia lusitana" que, com muito orgulho, faz brilhar o nosso povo para onde quer que vá.

O que é que há de tão espantoso em José Mourinho? Como é que ele ganha uns campeonatos atrás de outros sem tocar numa bola? Que génio é aquele que lhe permite ter pernas suficientes para ganhar tantas competições?

José Mourinho não joga à bola, claro! Ele é o cérebro por detrás dos pés, das bolas e das taças – um líder nato que transforma jogadores bons em jogadores excelentes, dispostos a tudo para vencer. Vencer sempre! Mas estas vitórias não são só fruto da ambição individual do treinador, ou dos jogadores; são  também o resultado de um intenso trabalho de equipa.

Mais do que um líder de jogadores, Mourinho lidera grupos de atletas dispostos a dar o seu melhor pelo bem da equipa. Este espírito, este trabalho, esta missão nada tem a ver com glória pessoal. O que interessa é o bem comum da equipa. É por esse ideal que ele se bate e é por esse ideal que os seus jogadores o adoram.

Esta filosofia está bem patente no livro Mourinho – A Descoberta Guiada de Luís Lourenço. 




Este livro já conta com uma tradução em inglês para os nossos amigos em terras de Sua Majestade que sejam fãs do Chelsea e/ou do 'Special One'. 



Aprendi muito sobre José Mourinho e sobre a sua liderança quando tive o privilégio de trabalhar sobre este livro. Tenho a certeza que os fãs deste nosso orgulho nacional também desfrutarão da leitura desde livro e também aprenderão muito com o "mestre". 

13 de agosto de 2014

Trechos do Desassossego (9)

A metafísica pareceu-me sempre uma forma prolongada da loucura latente. Se conhecêssemos a verdade, vê-la-íamos; tudo o mais é sistema e arredores. Basta-nos, se pensarmos, a incompreensibilidade do universo; querer compreendê-lo é ser menos que homens, porque ser homem é saber que se não compreende.

Onde está Deus, mesmo que não exista? Quero rezar e chorar, arrepender-me de crimes que não cometi, gozar ser perdoado como uma carícia não propriamente materna. (…) Afinal eu quem sou, quando não brinco? Um pobre órfão abandonado nas ruas das sensações, tiritando de frio às esquinas da Realidade, tendo que dormir nos degraus da Tristeza e comer o pão dado da Fantasia. De meu pai sei o nome; disseram-me que se chamava Deus, mas o nome não me dá ideia de nada. Às vezes, na noite, quando me sinto só, chamo por ele e choro, e faço-me uma ideia dele a que possa amar... Mas depois penso que o não conheço, que talvez ele não seja assim, que talvez não seja nunca esse o pai da minha alma… Quando acabará isto tudo, estas ruas onde arrasto a minha miséria, e estes degraus onde encolho o meu frio e sinto as mãos da noite por entre os meus farrapos? Se um dia Deus me viesse buscar e me levasse para sua casa e me desse calor e afeição... Às vezes penso isto e choro com alegria a pensar que o posso pensar... Mas o vento arrasta-se pela rua fora e as folhas caem no passeio... Ergo os olhos e vejo as estrelas que não têm sentido nenhum... E de tudo isto fico apenas eu, uma pobre criança abandonada, que nenhum Amor quis para seu filho adoptivo, nem nenhuma Amizade para seu companheiro de brinquedos. Tenho frio de mais. Estou tão cansado no meu abandono. Vai buscar, ó Vento, a minha Mãe. Leva-me na Noite para a casa que não conheci... Torna a dar-me, ó Silêncio imenso, a minha ama e o meu berço e a minha canção com que eu dormia

A única atitude digna de um homem superior é o persistir tenaz de uma actividade que se reconhece inútil, o hábito de uma disciplina que se sabe estéril, e o uso fixo de normas de pensamento filosófico e metafísico cuja importância se sente ser nula.

O sonhador não é superior ao homem activo porque o sonho seja superior à realidade. A superioridade do sonhador consiste em que sonhar é muito mais prático que viver, e em que o sonhador extrai da vida um prazer muito mais vasto e muito mais variado do que o homem de acção. Em melhores e mais directas palavras, o sonhador é que é o homem de acção.

Eu nunca fiz senão sonhar. Tem sido esse, e esse apenas, o sentido da minha vida. Nunca tive outra preocupação verdadeira senão a minha vida interior. As maiores dores da minha vida esbatem-se-me quando, abrindo a janela para dentro de mim, pude esquecer-me na visão do seu movimento. (...) Ah, não há saudades mais dolorosas do que as das coisas que nunca foram!

Criei-me eco e abismo, pensando. Multipliquei-me aprofundando-me. O mais pequeno episódio - uma alteração saindo da luz, a queda enrolada de uma folha seca, a pétala que se despega amarelecida, a voz do outro lado do muro ou os passos de quem a diz juntos aos de quem a deve escutar, o portão entreaberto da quinta velha, o pátio abrindo com um arco das casas aglomeradas ao luar - todas estas coisas, que me não pertencem, prendem-me a meditação sensível com laços de ressonância e de saudade. Em cada uma dessas sensações sou outro, renovo-me dolorosamente em cada impressão indefinida. Vivo de impressões que me não pertencem, perdulário de renúncias, outro no modo como sou eu.


Bernardo Soares – Livro do Desassossego



11 de agosto de 2014

To be invisible

Max is waiting for Liz in the eraser room. That place's reputation precedes it, so it's very unusual that they meet there. But Liz goes anyway, against Maria's warning of the depravities that take place there. Or is it because of them?

Liz's feelings for Max are well-known to us now. Maybe the reason she goes to the eraser room is because she is hoping for something to change between her and Max. She doesn't want normal, she wants to live that love.

Her expectations are torn to shreds when she learns the real reason for Max's invitation. But she hides it, and goes along with him to spy on Topolsky.

In the next scene, we learn that Liz has more questions about Max's alien nature, to which he happily answers, with his peculiar sense of humor. The trick is: never let others know your joking!

The search for identity – one of the biggest themes in Roswell – is well expressed here: Liz feels she cannot be herself while she is in that little town where everyone knows her, while Max feels exactly the same way, but because he can never attract attention to himself. Both are terrible ways to live!



Disclaimer: Written for love, not for profit. The characters do not legally belong to me. They belong to: Melinda Metz and Laura Burns who created them, Jason Katims who developed them, 20th Century Fox Television and Regency Television who produced them and the WB and UPN who broadcasted them.

Images taken from Google search.
  
   Back in Roswell High, in the second floor eraser room, Max did the only thing he could possibly do in there – cleaned erasers. The repetitive movements and the buzzing if the motor set Max’s mind free. He wondered if Liz had gotten his message and whether or not she would show up. His wish was conceded when he saw a familiar figure skulking inside through the corner of his eye. Liz closed the door slowly, as so not to attract attention and said, “So, um, this is the Eraser Room. I’ve never been here before,” Her mind was overloading with questions all the way over there. Why did he want to meet her precisely in that infamous room? Had he change his mind about things remaining ‘exactly like they used to be before’? “I just thought we should be somewhere private,” Max said. “Right.” Liz mumbled. Maybe things can change, after all, she thought as she locked the door. “You were right about Topolsky. She isn’t who she appears to be,” Max announced, crushing Liz’s hopes. “Oh.” So much for change, she mused. “She’s been using this office,” he said, referring to the one right below the Eraser Room, “so, I thought we should find out why she’s here.” Max looked at her, hoping to catch her interest. “Yeah,” she said, her hopeless dreams now absent from her voice, if not from her soul. “She has off 6th and 7th period, so we might be here a while,” he mumbled, as she peeked through the vent, realizing he had never been so close to the girl. Can she hear my drumming heart, he wondered, when she looked briefly at him.
     “OK, I’m still confused. If you crash-landed in 1947, are you really 16 or are you like 52 in a 16-year-old’s body? Or do you guys just age differently? I mean, is like 1 alien year equal to 3 human years?” Liz asked. “You’ve thought about this a lot, haven’t you?” Max wondered with a smile, always amazed at her thorough thought process. “Kind of,” she muttered, slightly embarrassed. “Well, we know we came out of the pods in 1989. We just don’t know how long we were there. When we came out we looked like 6 year olds.” “So were you like green?” “Green?” Max echoed, not sure he heard it right. “Before you took human form, were you 3 feet tall and green and slimy?” Liz laughed, slightly embarrassed. “You know, I’m very sorry for asking you that. It’s Maria’s question,” she quickly explained. After what Max had shown her, she couldn’t imagine any such weird creature. Max smiled: he understood her curiosity. “No, we just always looked like this. Except for the, uh, third eye,” he said, in a deadly serious tone. He looked down at the ground as Liz casually looked over at him. “Right,” she mumbled, seeing him grabbing his shoelace and she leaned forward, staring at the back of his head inquisitively. Max peeked over and saw Liz‘s expression as she quickly looked away. “Kidding!” He finally said, opening a smile. “Yeah, I knew you were kidding,” she said, not admitting that he had caught her red-handed. She couldn’t help laughing about it. It was a funny joke! “You’re such a jerk!” She said, shoving him playfully. A rattling noise disrupted Max’s fun and he got up, in a haste. Liz, however, didn’t seem to notice it, and continued. “So uh, you really have no idea where you’re from, like what planet, or who your people are besides Michael and Isabel?” “No idea...” He said, in a sad tone. But it wasn’t necessarily sad, Liz thought. She tried to put the best spin on his situation. “Well, that must be kind of freeing in a way.” “Freeing?!” Max was confused, but he waited for her reasoning. “Um, well just with me, you know, my parents own the Crashdown, so everyone in town knows who I am. Like, if I so much as get a haircut, everyone seems to notice, and they have to give me their opinion on it. It kind of makes life claustrophobic.” Max smiled. He had never thought about it that way, but Liz made an excellent point. About her life, of course, but an excelent point, nonetheless. “It’s like, you know, how am I ever supposed to become whoever it is that I’m gonna become while everyone is looking? You know? Sometimes I wish I could just be invisible,” she added. “Sometimes I wish I didn’t have to be so invisible.” Max said.  Liz was slightly taken aback by his reply, but there was a deep yearning in his eyes that she couldn’t deny nor disrespect…


 WE WANTTO BELIEVE!

6 de agosto de 2014

Todos Por Um


No momento em que entrava no comboio na estação de Perth, na Austrália, um homem ficou com a perna presa entre a carruagem e a plataforma. Todos os passageiros presentes uniram forças e conseguiram libertar o homem que seguiu depois para Stirling. É uma imagem impressionante, comovente e um excelente exemplo da bondade humana. Para quem perdeu a fé… acreditem que é verdade!