2 de dezembro de 2017

Old Promises, New Dreams

The last line we ever hear in "Roswell" is: "I'm Liz Parker, and I'm happy!"


The van leaves Roswell and we never hear from our kids again.

Did you ever wondered what happened to them? Where did they go after they got married? Did they manage to escape the Special Unit? Did they get jobs? Did they stay in the United States or did they get to see the world?


"Promise Kept" is a glimpse of the life of our favorite couple, sixteen years after they left in that van. 

Banner by RoswellOracle




You can read the story here.






         WE HAVEALWAYS BELIEVED!

27 de janeiro de 2017

Batatas Fritas, Yum!

Não há melhor sensação do que poder dar boas notícias… <suspiro de alívio>

Amantes de batatas fritas, regozijem-se!



Há uns tempos atrás, eu profetizei que um dia ainda veríamos a ciência demonstrar que as batatas fritas seriam capazes de curar o cancro… 

Hmm, talvez eu estivesse a ser demasiado exigente com este deliciosos tubérculos, mas a ciência está a dar às batatas fritas o benefício da dúvida no que toca ao seu valor nutricional. Um estudo da Universidade de Granada (que podem consultar aqui = Yummy) concluiu que fritar certos alimentos como as batatas tem certos benefícios nutricionais – desde que a fritura seja feita em azeite virgem extra.  

As batatas cruas são ricas em antioxidantes chamados fenóis. Quando as batatas são fritas em azeite virgem extra – também rico em antioxidantes  a quantidade de fenóis aumenta.   

Como não é difícil de perceber, estas características não se aplicam a batatas fritas do MacDonald's. Para as batatas fritas serem mais saudáveis, deve usar-se batatas frescas, fritá-las em azeite virgem extra (em vez de óleo de girassol) e temperá-las com sal marinho (mais saudável do que o sal refinado).

Experimentem esta receita! 

20 de janeiro de 2017

Democracy vs. Totalitarianism

One of the peculiar phenomena of our time is the renegade Liberal. Over and above the familiar Marxist claim that “bourgeois liberty” is an illusion, there is now a widespread tendency to argue that one can only defend democracy by totalitarian methods. If one loves democracy, the argument runs, one must crush its enemies by no matter what means. And who are its enemies? It always appears that they are not only those who attack it openly and consciously, but those who “objectively” endanger it by spreading mistaken doctrines. In other words, defending democracy involves destroying all independence of thought. This argument was used, for instance, to justify the Russian purges. The most ardent Russophile hardly believed that all of the victims were guilty of all the things they were accused of: but by holding heretical opinions they “objectively” harmed the régime, and therefore it was quite right not only to massacre them but to discredit them by false accusations. The same argument was used to justify the quite conscious lying that went on in the leftwing press about the Trotskyists and other Republican minorities in the Spanish civil war. And it was used again as a reason for yelping against habeas corpus when Mosley was released in 1943.
These people don’t see that if you encourage totalitarian methods, the time may come when they will be used against you instead of for you.


George Orwell - Preface of Animal Farm

5 de dezembro de 2016

Zafón em Terras Lusas

O autor da tetralogia do "Cemitério dos Livros Esquecidos" vem apresentar o seu mais recente livro, O Labirinto dos Espíritos a Lisboa. 



Uma oportunidade a não perder!

26 de outubro de 2016

ALMA 2017


Segundo fonte da Agência Lusa, a escritora Maria Teresa Maia Gonzalez foi nomeada para o prémio literário sueco ALMA pelo segundo ano consecutivo. A autora de Lua de Joana, O Guarda da Praia, da colecção "Profissão: Adolescente" e co-autora da colecção "O Clube das Chaves" foi nomeada pelo segundo ano consecutivo para este prémio. 

Justiça seria feita a esta escritora se ela ganhasse. Muitos me dirão que ela não merece o prémio, ou sequer a nomeação, por escrever livros para jovens. Eu acho que escrever literatura infanto-juvenil é uma enorme responsabilidade; moldar as mentes jovens é uma tarefa muito delicada, com efeitos permanentes no desenvolvimento de um jovem leitor.

Espero que Maria Teresa Maia Gonzalez seja agraciada com este prémio. Ela é uma das escritoras não celebradas em Portugal (por algum motivo que eu não compreendo), por isso, era bom que alguém lhe reconhecesse o valor que ela obviamente tem na produção literária nacional.   

13 de outubro de 2016

Solidão Afortunada

Enquanto eu vir o sol luzir nas folhas
E sentir toda a brisa nos cabelos
        Não quererei mais nada.
Que me pode o Destino conceder
Melhor que o lapso sensual da vida
        Entre ignorâncias destas?
Sábio deveras o que não procura,
Que, procurando, achara o abismo em tudo
        E a dúvida em si mesmo.
Pomos a dúvida onde há rosas. Damos
Quase tudo do sentido a entendê-lo
        E ignoramos, pensantes.
Estranha a nós a natureza extensa
Campos ondula, flores abre, frutos
        Cora, e a morte chega.
Terei razão, se a alguém razão é dada,
Quando me a morte conturbar a mente
        E já não veja mais
Que à razão de saber porque vivemos
Nós nem a achamos nem achar se deve,
        Impropícia e profunda.



Estás só. Ninguém o sabe. Cala e finge.
Mas finge sem fingimento.
Nada esperes que em ti já não exista,
Cada um consigo é triste.
Tens sol se há sol, ramos se ramos buscas,
Sorte se a sorte é dada.

–– Ricardo Reis


13 de setembro de 2016

Dia Histórico


Trechos do Desassossego (21)

Adoramos a perfeição, porque a não podemos ter; repugna-la-íamos, se a tivéssemos. O perfeito é o desumano, porque o humano é imperfeito.

Que tragédia não acreditar na perfectibilidade humana!...
- E que tragédia acreditar nela!

Escrever uma obra de arte com o preciso tamanho para ser grande, e a precisa perfeição para ser sublime, ninguém tem o divino de o fazer, a sorte de o ter feito. O que não pode ir de um jacto sofre do acidentado do nosso espírito.

Não há método de obter a Perfeição excepto ser Deus. O nosso maior esforço dura tempo; o tempo que dura atravessa diversos estados da nossa alma, e cada estado de alma, como não é outro, qualquer, perturba com a sua personalidade a individualidade da obra. Só temos a certeza de escrever mal, quando escrevemos; a única obra grande e perfeita é aquela que nunca se sonhe realizar. Escuta-me ainda, e compadece-te. Ouve tudo isto e diz-me depois se o sonho não vale mais que a vida. O trabalho nunca dá resultado. O esforço nunca chega a parte nenhuma. Só a abstenção é nobre e alta, porque ela é a que reconhece que a realização é sempre inferior, e que a obra feita é sempre a sombra grotesca da obra sonhada. Poder escrever, em palavras sobre papel, que se possam depois ler alto e ouvir, os diálogos das personagens dos meus dramas imaginados! Esses dramas têm uma acção perfeita e sem quebra, diálogos sem falha, mas nem a acção se esboça em mim em comprimento, para que eu a possa projectar em realização; nem são propriamente palavras o que forma a substância desses diálogos íntimos, para que, ouvidas com atenção, eu as possa traduzir para escritas.

Fui génio mais que nos sonhos e menos que na vida. A minha tragédia é esta. Fui o corredor que caiu quase na meta, sendo até aí o primeiro.





Bernardo Soares – Livro do Desassossego



29 de agosto de 2016

"O Labirinto dos Espíritos"

Está a chegar o momento há muito aguardado por tantos milhões de leitores devotos do escritor catalão Carlos Ruiz Zafón. 

O último livro da tetralogia 

Os leitores de língua espanhola estão em contagem decrescente para o dia 17 de Novembro deste ano. Os leitores lusos ainda terão passar mais alguns meses a roer as unhas, pois ainda não há data de publicação em Portugal.

Entretanto, a minha mente ocupa-se em pensar em teorias mirabolantes acerca das personagens dos três primeiros livros e perguntar se os voltarei a ver no último romance... 

Voltaremos a ver o Julián Carax, Fermín Romero de Torres, David Martín, ou o diabólico Andreas Corelli? Será que a Isabella morreu mesmo? (espero que ela tenha fingido a sua morte). O que tem, afinal, Maurício Valls a ver com a vida de Daniel Sempere?

Ai…! Tantas perguntas, tanto tempo à espera…!

13 de agosto de 2016

Flores do Jardim

De uma só vez recolhe
Quantas flores puderes.
Não dura mais que até à morte o dia.
Colhe de que recordes.

A vida é pouco e cerca-a
A sombra e o sem remédio.
Não temos regras que compreendamos,
Súbditos sem governo.

Goza este dia como
Se a Vida fosse nele.
Homens nem deuses fadam, nem destinam

Senão o que ignoramos.



Em vão procuro o bem que me negaram.
As flores dos jardins herdadas de outros
Como hão-de mais que perfumar de longe
        Meu desejo de tê-las?


–– Ricardo Reis