28 de agosto de 2013

Nondualism

That all opposites — such as mass and energy, subject and object, life and death — are so much each other that they are perfectly inseparable, still strikes most of us as hard to believe. But this is only because we accept as real the boundary line between the opposites. It is, recall, the boundaries themselves which create the seeming existence of separate opposites. To put it plainly, to say that "ultimate reality is a unity of opposites" is actually to say that in ultimate reality there are no boundaries. Anywhere.


No Boundary: Eastern and Western Approaches to Personal  Growth – Ken Wilber  


25 de agosto de 2013

A Missão do Maestro

Maestro Daniel Barenboim recebe Prémio Gulbenkian
Daniel Barenboim
Já sabia que ele era um grande pianista – a sua interpretação das sonatas completas para piano de Beethoven não me deixam mentir, mas Daniel Barenboim é, não só um génio da música, como também um grande humanista.

O Prémio Nobel da Paz foi feito para pessoas como ele (já que, nos dias que correm, o prémio entrega-se a quem quer que seja, o que é uma pena).

Juntamente com o Filósofo palestiniano Edward Said, Barenboim criou a West-Eastearn Divan Orchestra, um projecto que reúne músicos palestinianos e isrealitas (e de outros países), num esforço pela paz no Médio Oriente, há tanto tempo assolado por uma guerra sem quartel.

Recentemente, Barenboim esteve na Fundação Calouste Gulbenkian juntamente com Jorge Sampaio, antigo Presidente da República e representante para a Aliança das Civilizações, para falar "da capacidade da música e da arte em construir pontes para o entendimento entre os povos."

Daniel Barenboim veio receber o Prémio Calouste Gulbenkian, atribuído em 2012 à West-Eastern Divan Orchestra que, segundo o Júri "celebra o poder de comunicação universal da música e a sua capacidade de transcender divisões e conflitos".

Primeiro foi o Prémio Calouste Gulbenkian, mas ainda há tempo para o Prémio Nobel da Paz. Há que ter esperança!

18 de agosto de 2013

Turf Queens

Se ainda havia dúvidas de que Princess of Sylmar era uma poldra de grande talento, a sua performance no Alabama Stakes (gr. I) eliminou toda e qualquer dúvida. A poldra treinada por Todd Pletcher e vencedora da edição de este ano  do Kentucky Oaks (gr. I), venceu o Alabama por 2 1/2 comprimentos na célebre pista de Saratoga. O jóquei Javier Castellano teve apenas de lhe mostrar o pingalim e a poldra arrancou para a vitória sem problemas.

Aqui fica a corrida.




Do outro lado do país, na pista de Del Mar, Reneesgotzip quebrou o record da pista na sua vitória no Rancho Bernardo Handicap (gr. III). por 4 1/4 comprimentos. A poldra de 4 anos terminou a corrida em 1:14.48. Carlsbad, a vencedora da mesma corrida em 2009, marcara o seu próprio recorde em 1:14.93. Reneesgotzip não tem tido muita sorte este ano, esperemos que esta seja a primeira de muitas grandes corridas! Uma participação na Breeder's Cup seria fabulosa.

Se conseguir encontrar a corrida, coloco-a aqui.



Duas exibições dignas do Desporto de Reis!


16 de agosto de 2013

Arte com Clipes


Todos os meteriais são potenciais obras de arte. É verdade que antigamente só havia o marfim para esculpir, as tintas para pintar, os instrumentos musicais para fazer música e as palavras para escrever, mas Pietro D´Angelo não se coibiu com tais limites à sua imaginação e usou material de escritório (clips) para criar verdadeiras obras de arte.

Sim, clips. Este artista italiano usa clips para conceber esculturas. Em cada uma, usa cerca de 12 mil clipes. Não estou a falar de esculturas do tipo bibelôs para colocar na secretária do escritório. Estas peças têm mais de 1,80 metros de altura!

Pietro D´Angelo é um verdadeiro 'A'rtista, que começou a sua carreira enquanto estudava na Academia de Belas Artes de Bolonha.

As esculturas que cria com os seus singelos clips são trabalhos que exigem uma "paciência de chinês", diga-se, pois cada uma pode demorar até 12 horas a concluir.

«Apesar de serem usados fora do seu contexto, [os clipes] continuam a ter a mesma função: estão a prender», diz Pietro D´Angelo. Ele começou por usar vulgares clips de escritório, mas hoje usa clips de aço inoxidável feitos à medida para as suas esculturas.

«Adoro criar estas esculturas porque me dão a oportunidade de pensar em novas formas a qualquer altura. Também adoro experimentar trabalhar com novos objectos que nunca usei».

Podem ver mais esculturas aqui.

15 de agosto de 2013

You are not alone, Charlie Brown!

De maneira típica, Schulz oferece-nos uma de suas tiras mais bem desenhadas dos seus primeiros anos como cartoonista. 

As ações e reações das personagens são coreografadas de forma perfeita e tocante e é impossível chegar ao fim e não sentir uma variedade de emoções de Charlie Brown. O nosso menino está compreensivelmente irritado sobre a crueldade da Vida e diz à Violet, num tom irritado, que não se pode contar com ninguém nesta vida, excepto nós próprios. 

Para uma elitista como Violet, esta mensagem não parece ressoar de todo. Estar sozinho, ou melhor, a sensação de que não há ninguém em que se posa confiar é, ao mesmo tempo, o sentimento mais terrível e o mais comum para os seres humanos. 

O que é notável nesta tira é a resposta de Violet para as palavras iradas de Charlie Brown. Pode parecer estranho, considerando que Violet gosta de o antagonizar e de o alienar com os seus comentários snobs... mas neste momento de desespero e vulnerabilidade, ela prova que ele tem quem o ajude na sua jornada. 

Uma pergunta fica no ar: Charlie Brown sente-se envergonhado porque Violet (mais uma vez) o contrariou – isolando-o no seu modo de pensar –, ou porque lhe provou que ele estava errado sobre seus medos profundamente enraizados?


13 de agosto de 2013

Trechos do Desassossego (3)

Não saber de si é viver. Saber mal de si é pensar. Saber de si, de repente, como neste momento lustral, é ter subitamente a noção da mónada íntima, da palavra mágica da alma. Mas essa luz súbita cresta tudo, consume tudo. Deixa-nos nus até de nós.

A humanidade tem medo da morte, mas incertamente; o homem normal bate-se bem em exercício, o homem normal, doente ou velho, raras vezes olha com horror o abismo do nada que ele atribui a esse abismo. Tudo isso é falta de imaginação. Nem há nada menos de quem pensa que supor a morte um sono. Por que o há-de ser se a morte se não assemelha ao sono? O essencial do sono é o acordar-se dele, e da morte, supomos, não se acorda. E se a morte se assemelha ao sono, deveremos ter a noção de que se acorda dela. Não é isso, porém, o que o homem normal se figura: figura para si a morte como um sono de que não se acorda, o que nada quer dizer. A morte, disse, não se assemelha ao sono, pois no sono se está vivo e dormindo; nem sei como pode alguém assemelhar a morte a qualquer coisa, pois não pode ter experiência dela, ou coisa com que a comparar. A mim, quando vejo um morto, a morte parece-me uma partida. O cadáver dá-me a impressão de um trajo que se deixou. Alguém se foi embora e não precisou de levar aquele fato único que vestira.Estou dormindo desperto, de pé contra a vidraça, a que me encosto como a tudo. Procuro em mim que sensações são as que tenho perante este cair esfiado de água sombriamente luminosa que [se] destaca das fachadas sujas e, ainda mais, das janelas abertas. E não sei o que sinto, não sei o que quero sentir, não sei o que penso nem o que sou.

Estou dormindo desperto, de pé contra a vidraça, a que me encosto como a tudo. Procuro em mim que sensações são as que tenho perante este cair esfiado de água sombriamente luminosa que [se] destaca das fachadas sujas e, ainda mais, das janelas abertas. E não sei o que sinto, não sei o que quero sentir, não sei o que penso nem o que sou.


Bernardo Soares – Livro do Desassossego



5 de agosto de 2013

A Fortuna de Sam Simon

Sam Simon
Estas notícias chocam-me, embora eu saiba bem que enquanto estivermos vivos podemos morrer e que tudo o que começa acaba, eventualmente.

Mesmo assim, custa-me ler certas notícias...

Li há dias que, aos 58 anos, Sam Simon, o co-criador de Os Simpsons, sofre de cancro do cólon e o médico deu-lhe seis meses de vida...

Na sua luta contra o cancro, o co-criador da série de animação mais famosa da história da televisão Norte-americana dedicou o seu tempo a vários projectos de caridade e doou toda a sua fortuna.

Alvos da sua atenção e dedicação são o combate aos maus-tratos de animais selvagens e domésticos, a abertura de um abrigo para cães em Malibu, combater a fome, etc. 

A Fundação baptizada com o seu nome também se dedica à recolha de cães abandonados, mas o produtor também doa para o projecto Save the Children e para a Sea Shepherd Conservation Society que trata de biologia marinha.

Sam Simon disse em entrevista que "desejava que os testes em animais acabassem, porque não resultam. O Veganismo é a resposta para quase todos os problemas que enfrentamos no mundo em termos de fome e alterações climáticas."

Relativamente aos seus projectos, Sam Simon revelou que tem "mais dinheiro do que está interessado em gastar. Toda a minha família está bem, e eu gosto disto."

Espero que o médico dele esteja errado e que ele tenha mais uns anitos mas, seja como for, o homem já tem um lugar reservado no Céu!

2 de agosto de 2013

Jorge e o Dragão


Em 13 de Março de 2013, o cardeal Jorge Mario Bergoglio foi eleito pelo conclave e converteu-se (para o mundo) no Papa Francisco, sendo o 266º Papa a sentar-se no trono de Pedro.

Será ele o Papa do Fim do Mundo de que falava Malaquias? Será o Papa Negro de que falava Nostradamus? Após a sua eleição, o cardeal Bergoglio disse que os seus colegas o tinham ido buscar "ao fim do mundo" e, sendo um padre da Companhia de Jesus, a sua sotaina é negra. Coincidências? Ou será este um sinal do fim dos tempos? 

Profecias à parte: o cardeal Bergoglio é o primeiro Papa da América latina, é o primeiro Papa jesuíta e o primeiro Papa a escolher um nome nunca antes escolhido. Chama-se 'Francisco' em honra de São Francisco de Assis – famoso pela humildade e ajuda aos mais pobres e desfavorecidos. Bergoglio já é conhecido como o 'Papa dos pobres'.

A cruz de madeira (em vez de ouro), os sapatos pretos (em vez dos sapatos papais), a residência humilde (em vez da residência papal) não são imagens falsas de um homem que faz bluff. Os seus antecedentes de humildade e de dedicação aos mais pobres da Argentina são bem conhecidos e reconhecidos por todos quantos por ele foram ajudados. Enquanto Arcebispo de Buenos Aires, Bergoglio não vivia num palácio nem andava de limusina; vivia num apartamento modesto e deslocava-se de autocarro.

Entre os seus primeiros gestos como Papa, Francisco renunciou aos luxos papais e lavou os pés a mulheres muçulmanas na cerimónia da Páscoa. 

Regressado recentemente das Jornadas Mundiais da Juventude, no Brasil, onde celebrou missa para mais de três milhões de fiéis na praia de Copacabana, Sua Santidade regressou ao Vaticano, dando uma entrevista polémica onde respondeu a perguntas sobre os padres homossexuais e o sacerdócio feminino.

Mas voltemos um pouco atrás, porque eu acho que o Papa Francisco tem problemas bem mais sérios para resolver. 

Ora bem, sabemos que este homem tem, não só as credenciais, com lidera pelo seu exemplo de serviço comunitário na Argentina. Prefiro a sua humildade à pompa e circunstância vazia de significado típica do Vaticano. A questão agora é: será Francisco o último homem honesto num Vaticano corrupto? Sim, porque, quem tem dois olhos na cara sabe que essa instituição chamada Vaticano é corrupta até ao tutano: desde guerras 'santas', indulgências, perseguições a pessoas consideradas 'bruxas', condenações aos intelectuais, inquisições até aos escândalos de pedofilia e de corrupção económica que assolaram a instituição nos últimos anos, o Vaticano sempre teve mais respeito por parte dos fiéis do que aquele que merecia.

Jorge Mario Bergoglio tem demonstrado grande vontade e optimismo em lutar pela justiça social; está na posição mais previligiada que um homem pode ter para alçar as mangas e fazer uma obra à séria dentro da instituição e fora dela. O que, certamente, lhe trará muitos e muitos inimigos, pois esse é o destino de todos os que se revoltam contra esse 'dragão' a que se chama corrupção. Os 'poderes' do Vaticano confundem humildade com humilhação e autoridade religiosa com poder despótico... O facto de estes homens terem escolhido o cardeal Bergoglio não me inspira a mínima confiança.

Só me resta ter fé que o homem Jorge Mario Bergoglio lute com todas as suas armas contra o 'dragão' da corrupção e da maldade. Ele tem uma coisa a seu favor: está numa situação em que pode fazer felizes todos os seus fiéis seguidores, contanto que:


  • responsabilize os padres pedófilos pelos seus crimes e os entregue às autoridades competentes;
  • livre a Santa Sé de todos os lóbis políticos ou de qualquer outra natureza;
  • resolva de uma vez por todas o escândalo do Banco do Vaticano;


Se Jorge Mario Bergoglio resolver de vez estes cancros que assolam o Vaticano, será o Papa mais respeitado e admirado de todos os tempos. De contrário, pertencerá às inúmeras fileiras dos que muito falam e pouco fazem, o que será verdadeiramente triste.

Não me parece que os homossexuais terão algum dia aceitação pelo seu comportamento por parte da Igreja Católica. O Papa não quer julgar os homossexuais pela sua fé, mas a sua orientação sexual é vista como um comportamento anormal e, portanto, pecaminoso. Rezo para que o Papa se sente a ler uns quantos artigos científicos que expliquem o que de facto é a homossexualidade, mas não vou esperar que a opinião da Igreja mude a este respeito.

Quanto ao sacerdócio feminino... A verdade é que Cristo nunca disse algo como: escutai. Em verdade vos digo que nenhuma mulher servirá jamais a Igreja e o Pai num altar ou terá autoridade para o fazer.

Mas, como Cristo também nunca disse: Todos os que sentirem o chamamento do Espírito Santo de servir a Deus e à Igreja, sejam homens ou mulheres que receberam o baptismo, dar-lhes-ei autoridade para que O sirvam.

À falta de estas palavras, a Igreja Católica decidiu que as mulheres não deveriam ser padres, alegando que, se Jesus assim o quisesse, teria ele mesmo feito essa escolha.

Há mais razões para a Igreja Católica alegar que não tem autoridade para ordenar mulheres no sacerdócio; de entre as que li, não vi nenhuma razão categoricamente misógina, mas sim de carácter simbólico. Ainda assim, gostava muito que o Papa Francisco acordasse amanhã e decidisse estudar seriamente este assunto, pensando pela sua própria cabeça e não pela de João Paulo II, baseando-se tão somente nas Escrituras... mas não tenho ilusões quanto a esse respeito. O Papa disse que, apesar de as mulheres serem mais importantes do que os apóstolos, bispos, diáconos e padres, "essa porta" (a do sacerdócio feminino) "está fechada". Espero, contudo, que ele crie a dita "explicação teológica" sobre o papel das mulheres, de que falou aos jornalistas, visto que não é claro para os fiéis qual é de facto o papel das mulheres na Igreja. O Papa abriu uma nova porta nesta questão e terá de ser ele a dar o exemplo.

Espero que Deus dê força a este homem para que ele 'mate o dragão' da podridão moral que corrói o Vaticano. Será esperar demais de um homem só?

31 de julho de 2013

Alpha and Beta

One of the biggest trump cards in Roswell was the relationship between Max and Michael. It was rough, it was edgy, it was fraught with tension throughout the entire series. As a viewer, it was fascinating to see these two characters struggling to forge their path and work with each other for a common goal, all the while knowing just how different they were from each other. 

As the audience got to know these characters, it was obvious that Max and Michael didn't understand each other's motivations as well as we did.

The first time we saw this friction was in "Morning After", when Michael wanted to get the photograph that Valenti had about the dead man with the silver handprint. For Max, knowing what that picture meant was mere curiosity, while for Michael, it was a change he welcomed, a change he sought, something that could finally give his life meaning. This is why Max and Michael clash; because Michael is looking for a missing family in outer space, while Max already has the luxury of a loving home environment.

Besides, both Max and Michael have a very different approach on how to search for their origins, which further complicates their relationship. Michael's impulsive actions juxtapose with Max's more cautious approach results in a fascinating relationship between two people who (ironically) want the same things in life.


Disclaimer: Written for love, not for profit. The characters do not legally belong to me. They belong to: Melinda Metz and Laura Burns who created them, Jason Katims who developed them, 20th Century Fox Television and Regency Television who produced them and the WB and UPN who broadcasted them.
Images taken from Google search.

Michael Guerin

Versus

Max Evans

     The Evans home was quiet. Max had just fallen asleep, but was startled by a light sound – someone was opening his window. He wasted no time and picked the baseball bat he kept next to his bed, watching the burglar manipulating his window. With the bat on one hand, a flashlight on the other, and his heart ready to jump out of his chest, Max approached the window on tiptoe and when the robber came through, he was ready for the strike. “Hold it there! Don’t... hit me.” Max recognized his friend’s voice. “Argument with Hank?” Max asked, pointing the flashlight at him. “Couldn't sleep,” Michael replied. Thinking that he wanted to stick around, Max turned the light of his lamp on and laid out a sleeping bag, before returning to bed, but Michael’s silence disturbed him. He got up again: Michael was looking at him reproachfully. “Hey, I was sleeping!” Max said. “Amazing.” “What’s amazing?” “That you can sleep when the key to our entire existence is out there.” Max rubbed his tired eyes; this was a conversation he really didn’t want to have at two in the morning... “Michael...” “Max, listen: that picture Valenti showed Liz means there’s someone else out there. Someone who was here in 1959. That means he was here when it crashed. He knows where we come from, he knows who we are, he knows why we’re here. Maybe he knows how to get back.” Max didn’t want an argument with his best friend so late at night. “Michael, I know how you feel. Believe me, I want to know too! But the sheriff has that picture so we’ll never see it. I mean, that would be impossible... Right? Michael?...” Michael looked right at him; his eyes were resolute – there was nothing impossible anymore!
     Early that morning, Michael stood guard at the Sheriff's office window until he showed up for work. He had to learn the habits of everyone working at the station, before trying to get in...


WE WANTTO BELIEVE!

24 de julho de 2013

Petição contra Acordo Ortográfico discutida em São Bento

O Acordo Ortográfico de 1990 continua a gerar polémica e protestos, como não podia deixar de ser!


O Acordo, perdão, o Desacordo vai ser discutido em plenário. 


A petição contra esta aberração ortográfica chegou às 6212 assinaturas e foi levada à Assembleia de República para ser debatida. 


O deputado relator Michael Seufert diz que “é um facto objectivo que, tirando os académicos envolvidos na elaboração do próprio Acordo, é difícil encontrar uma opinião da academia portuguesa favorável ao acordo – por razões variadas (...) Pouco há a assinalar contra reformas ortográficas que assinalem as normais e duradouras mudanças que as línguas sofrem ao longo dos anos. Não é o caso desta. Como os países de língua portuguesa evoluem o 'seu' Português de forma independente, uma reforma ortográfica clara e simplificadora provavelmente criaria mais diferenças do que identidades entre as várias formas de Português. Não viria mal ao mundo por isso e seria mais útil para cada um dos povos que escreve Português do que criar uma 'ortografia unificada de língua portuguesa' de utilidade duvidosa. Aliás, de alguma maneira essa ortografia unificada contraria a própria história.”


Esta petição foi assinada por personalidades como Ivo Miguel Barroso e Madalena Homem Cardoso. Além das questões que levanta acerca da funcionalidade da língua portuguesa nos vários países onde é falada, levantam-se também (de acordo com os peticionários) “várias questões de constitucionalidade”.


A ver vamos no que é que isto tudo vai dar...